Os entregadores de todo o Brasil estão se mobilizando para uma paralisação nacional nos dias 31 de março e 1º de abril de 2025. A greve, organizada contra a plataforma IFOOD, reivindica melhores condições de trabalho e reajustes nas taxas pagas aos motoboys e ciclistas que atuam pelo aplicativo.
Entre as principais demandas do movimento, estão:
✔ Taxa mínima de R$ 10 por corrida (atualmente, o valor é de R$ 6,50);
✔ Aumento da remuneração por quilômetro rodado para R$ 2,50 (hoje, é de R$ 1,50);
✔ Redução do raio máximo de entregas feitas por bicicleta para 3 km (atualmente, o limite é de 5 km);
✔ Pagamento integral por corrida, mesmo quando pedidos são agrupados na mesma rota (hoje, entregadores recebem apenas uma taxa ao pegar múltiplos pedidos de um único estabelecimento).
Pressão por reajustes e condições justas
A insatisfação com o iFood não é recente. Durante a audiência pública sobre a regulamentação do mototáxi em São Paulo, representantes da Associação dos Motoboys Autônomos do Brasil (AMABR) já haviam denunciado a falta de reajuste nas tarifas e as condições precárias enfrentadas pelos entregadores.
O setor exige mudanças urgentes.
Os entregadores passam horas no trânsito, expostos a acidentes, condições climáticas adversas, vias mal conservadas e a imprudência de outros motoristas. Além disso, a pressão para realizar o maior número de entregas possível compromete a segurança dos trabalhadores.
Menos direitos, mais lucros?
A precarização do trabalho se estende também à cobertura de seguros. Recentemente, o iFood reduziu o valor da indenização por acidentes de R$ 100.000,00 para R$ 60.000,00, uma decisão que gerou forte indignação entre os trabalhadores. Para muitos entregadores, os aplicativos são a única fonte de renda e, em caso de acidente com sequelas permanentes, uma indenização justa é essencial para garantir o sustento e a dignidade dos profissionais.
Muitos entregadores desconhecem que, em caso de acidente durante a coleta, entrega ou até no retorno para casa, têm direito não apenas ao reembolso de despesas médicas e à indenização por invalidez temporária de até R$ 1.500,00, mas também a uma indenização por invalidez permanente, que pode chegar a R$ 60.000,00. No entanto, há inúmeras reclamações sobre a dificuldade de acesso a esses valores, evidenciando a urgência de um suporte mais transparente e eficiente por parte da plataforma.
A Mais Indenizações acompanha de perto essa luta e reafirma seu compromisso com os direitos dos entregadores. Defendemos que as plataformas não apenas reajustem as tarifas, mas também garantam condições mais seguras e uma cobertura digna em caso de sinistro. Afinal, se o iFood cresce e lucra anualmente, é graças ao trabalho árduo de quem está nas ruas todos os dias.
Seguiremos atentos e na defesa dos direitos desses profissionais. Acompanhe nosso blog para mais atualizações sobre essa mobilização.
Fontes: Brasil de Fato, IFood, Instagram.