É verdade que os entregadores de aplicativo terão que fazer curso preparatório? Entenda a lei e o que realmente muda

Entregadores fazendo Curso

Nos últimos dias, diversos portais de notícias e influenciadores têm publicado vídeos afirmando que uma “nova lei” obrigará o entregador de aplicativo a realizar um curso preparatório para continuar trabalhando. O problema? Grande parte desse conteúdo não cita fontes e mistura informações verdadeiras com conclusões precipitadas.

A Mais Indenizações analisou a legislação, ouviu especialistas e organizou tudo, de forma clara, para que você — entregador, trabalhador e cidadão — saiba exatamente o que está valendo e o que não passa de Fake News.

 

Afinal, que lei é essa? Existe mesmo uma regra nova?

Não existe nenhuma lei nova.
O que está sendo usado como base dos vídeos é a Lei nº 12.009/2009, que regulamenta as atividades de transporte remunerado de passageiros (mototaxistas) e de mercadorias (motofretistas e motoboys). Essa lei está em vigor há anos e define exigências apenas para as profissões regulamentadas, como:

  • Ter pelo menos 21 anos.
  • Possuir CNH com mais de 2 anos.
  • Ser aprovado em curso especializado do Contran.
  • Utilizar colete retrorrefletivo.
  • No caso de motofrete, usar protetor de pernas, aparador de linha e realizar inspeção semestral da moto.

Essas obrigações só valem quando existe uma relação formal de trabalho, já que a lei responsabiliza diretamente o empregador caso as regras não sejam cumpridas.

 

Mas essa lei vale também para entregadores de aplicativos?

É aqui que surge a maior confusão.

Hoje existe uma zona cinzenta jurídica sobre a atividade do entregador de aplicativo.
Os sindicatos argumentam que, como o entregador realiza transporte de mercadorias, ele deveria se enquadrar na Lei 12.009/2009.

As plataformas, por outro lado, classificam o entregador como autônomo, argumentando que não há vínculo empregatício e, portanto, não haveria obrigação legal de exigir curso, equipamentos específicos ou inspeções.

No próprio Judiciário, há decisões divergentes: alguns entendem que existe vínculo; outros, não.

Ou seja: a discussão existe, mas não há determinação legal que inclua o entregador autônomo dentro da Lei 12.009/2009.

 

Então o entregador autônomo precisa fazer curso? A lei obriga?

Com base na legislação atual, a resposta é clara:

O entregador de aplicativo não é obrigado a fazer o curso previsto na Lei 12.009/2009.

Isso porque essa lei só se aplica quando há empregador responsável por garantir:

  • Equipamentos obrigatórios
  • Curso especializado
  • Condições adequadas de exercício profissional

Sem vínculo empregatício, não existe obrigação legal para o entregador autônomo.

Se no futuro houver uma decisão judicial ampla ou uma nova regulamentação reconhecendo vínculo, a situação pode mudar — mas hoje, não há curso obrigatório.

 

Qual lei realmente protege o entregador autônomo hoje?

A lei que efetivamente cobre o entregador de aplicativo atualmente é a: Lei nº 14.297/2022

Ela obriga as plataformas a oferecer:

  • Seguro para acidentes
  • Cobertura de despesas médicas
  • Auxílio financeiro temporário em caso de afastamento

Essa é a lei que garante direitos mínimos e que, na prática, tem impacto direto na rotina de quem trabalha fazendo entregas.

Enquanto isso, o debate sobre vínculo trabalhista segue no Congresso e no Judiciário, e novos projetos de lei continuam em discussão para definir a regulamentação da categoria.

Diante de tantas informações desencontradas circulando nas redes, é fundamental que cada entregador saiba distinguir o que é lei, o que é interpretação e o que é desinformação. Hoje, não existe qualquer determinação legal que obrigue o entregador de aplicativo a realizar curso preparatório — e qualquer conteúdo afirmando o contrário está, no mínimo, fora de contexto.

A única lei que protege de fato o entregador é a 14.297/2022, que garante seguro e direitos mínimos em caso de acidente.

A Mais Indenizações acompanha essas discussões diariamente porque sabe que, para o entregador, informações corretas não são luxo — são necessidade. E o nosso compromisso é justamente esse: traduzir a lei, cortar as Fake News e mostrar o que realmente importa para quem trabalha na rua todos os dias.

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Fonte: Planalto Lei 12009

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